Posto de Transformação em Pombal debateu o papel dos territórios na aceleração da transição energética

No passado dia 19 de maio, a EMER2030 – Estrutura de Missão para o Licenciamento de Projetos de Energias Renováveis promoveu mais uma edição do Posto de Transformação, no Teatro-Cine de Pombal. Sob o tema “Territórios em transição: Energia, Comunidade e Coesão”, a iniciativa reuniu representantes da administração pública, entidades públicas, especialistas, promotores, empresas e agentes locais para debater os desafios e oportunidades da transição energética a partir dos territórios.

A sessão de abertura marcou o início de um dia dedicado à reflexão sobre a forma como a energia renovável pode contribuir para o desenvolvimento local, para a coesão territorial e para uma maior proximidade entre os processos de decisão, os municípios e as comunidades. Num contexto em que Portugal procura acelerar a implantação de projetos de energias renováveis, o encontro destacou a importância de garantir processos mais coordenados, transparentes e alinhados com as especificidades de cada território.

Ao longo da manhã, os trabalhos centraram-se na relação entre energia, território e resiliência, com destaque para os desafios colocados às infraestruturas, à adaptação local e à capacidade de resposta das entidades envolvidas. O debate permitiu cruzar diferentes perspetivas sobre a necessidade de preparar os territórios para uma transição energética mais eficiente, segura e sustentável.

A discussão prosseguiu com uma sessão dedicada às Zonas de Aceleração de Energias Renováveis, instrumento central para organizar e simplificar a implantação de projetos renováveis em áreas previamente identificadas como adequadas. Esta reflexão sublinhou a importância de conciliar a aceleração dos processos com critérios ambientais, territoriais e sociais, garantindo que o desenvolvimento das renováveis acontece de forma planeada e responsável.

Durante a tarde, depois de um momento de almoço e networking entre os participantes, a agenda aprofundou o papel da cooperação entre diferentes atores. A sessão dedicada à cooperação empresarial explorou formas de articulação entre entidades públicas, empresas e promotores, destacando a importância de modelos colaborativos para desbloquear constrangimentos, promover investimento e reforçar a capacidade de execução no terreno.

O programa integrou ainda uma reflexão sobre comunidades de energia e justiça climática, colocando em evidência a necessidade de assegurar que a transição energética é também um processo inclusivo, participado e orientado para as pessoas. Este debate reforçou a importância de envolver comunidades locais, municípios e cidadãos na construção de soluções que promovam não apenas a produção de energia renovável, mas também benefícios concretos para os territórios.

A edição de Pombal voltou a afirmar o Posto de Transformação como um espaço de diálogo direto entre instituições, especialistas, agentes económicos e comunidades locais. Mais do que um momento de debate, a iniciativa reforçou a importância da capacitação, da cooperação e da proximidade territorial como pilares fundamentais para acelerar a transição energética em Portugal.

Depois desta edição do Posto de Transformação, está já confirmado a última edição com o tema “Aceleração, Alinhamento e Interoperabilidade” a 18 de junho em Lisboa, no espaço TIC.